youtube facebook instagram twitter

Conheça nossas redes sociais

A má gestão do Brasil de covid-19 ameaça o mundo

Jair Bolsonaro tem muito a responder

Da revista conservadora britânica Economist

Sérgio Olímpio Gomes, mais conhecido como Major Olímpio, era um policial que entrou na política há 15 anos.

Em 2018, ele chefiou a campanha no estado de São Paulo do atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e foi eleito para o Senado nacional.

Em 18 de março deste ano, ele morreu de covid-19, aos 58 anos.

Ele é o terceiro senador em exercício a morrer da doença. Quase 4% da câmara alta pereceu na pandemia.

Isso trouxe para a classe política o choque que milhões de brasileiros estão experimentando agora.

O país está sofrendo uma segunda onda muito pior do que a primeira.

Seu número de mortos registrados, em média mais de 2.300 por dia, é um quarto do total mundial. Isso apesar de o Brasil ter menos de 3% da população mundial.

O sistema de saúde está em estado de “colapso” para pacientes com casos graves de covid-19, diz boletim publicado no dia 23 de março pela Fiocruz, instituto de pesquisas do setor público.

Em 25 dos 27 estados, mais de 80% dos leitos de terapia intensiva estão ocupados.

Dezoito estados têm escassez de medicamentos, como bloqueadores neuromusculares, usados ​​quando os pacientes são colocados em ventiladores.

Em seis estados, o suprimento de oxigênio está perigosamente baixo, de acordo com o Ministério da Saúde.

O Fórum Nacional de Governadores alerta que a escassez ameaça causar “um colapso dentro do colapso”.

A Bahia, estado do Nordeste do Brasil, vive uma “pressão”, não um fracasso total, afirma seu secretário de saúde, Fábio Vilas-Boas. Mas isso já é ruim o suficiente.

O número de pacientes que precisam de oxigênio “explodiu”.

Alguns hospitais estão tratando pacientes covid-19 em salas de emergência porque suas unidades de terapia intensiva estão lotadas.

Acredita-se que a segunda onda do Brasil seja causada principalmente por uma variante do novo coronavírus, chamada p.1, que provavelmente nasceu na cidade amazônica de Manaus.

Mais contagiante que o original, e capaz de reinfectar pessoas que já tiveram covid-19, p.1 tem alarmado não só o Brasil, mas o resto do mundo.

Foi detectado em 33 países. Algumas vacinas são menos eficazes contra a p.1 do que contra outras variantes importantes do vírus na Europa e nos Estados Unidos.

Os vizinhos do país estão fechando suas portas. Peru e Colômbia suspenderam voos do país.

Apenas dois dos dez principais países de destino dos brasileiros permanecem abertos a eles.

“Se o Brasil não for sério, continuará afetando toda a região”,  alertou Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da Organização Mundial da Saúde.

Mas a seriedade, assim como os bloqueadores musculares, está em falta.

Bolsonaro apregoou curas charlatanescas, protestou contra bloqueios e tentou impedir a publicação de dados.

Ele acaba de se despedir do terceiro ministro da saúde (um general do exército) desde o início da pandemia.

As vacinas não são para ele, afirmou Bolsonaro.

Seu governo demorou a encomendá-las, embora fabricantes como Pfizer e Janssen as tivessem testado no Brasil
Bolsonaro apregoou curas charlatanescas, protestou contra bloqueios e tentou impedir a publicação de dados. Ele acaba de se despedir do terceiro ministro da saúde (um general do exército) desde o início da pandemia. As vacinas não são para ele, afirmou Bolsonaro. Seu governo demorou a encomendá-los, embora fabricantes como Pfizer e Janssen os tivessem testado no Brasil.

Governadores e prefeitos, que implementam bloqueios, foram criticados pelo presidente. Mesmo quando as restrições estão em vigor, a retórica de Bolsonaro pode atrapalhar sua aplicação.

Nos bairros pobres da Bahia, a vida continuava normal, pelo menos até muito recentemente. “Não podemos impor a quem mora na favela a obrigação de ficar dentro de uma casinha quente”, afirma o Dr. Vilas-Boas.

O estado não tem polícia suficiente para garantir que os bares fiquem fechados.

O fato de uma variante como a p.1 ter nascido em Manaus não é surpresa, diz Natalia Pasternak, microbióloga que dirige o Instituto Questão de Ciência, que defende o uso da ciência para moldar políticas públicas.

A primeira onda da cidade foi tão severa que alguns pensaram que ela havia alcançado a imunidade coletiva. Os moradores lotaram as praias ribeirinhas na primeira oportunidade, dando à p.1 um início de vida rápido.

Quando deixou a floresta, outras partes do país receberam o vírus. Embora o Brasil faça muito pouco sequenciamento de genes para saber ao certo quanto se espalhou, estudos no estado de São Paulo identificam uma variante em 80-90% dos casos.

P.1 é assunto importante porque pode ser mais contagioso do que as versões anteriores e capaz de reinfectar pessoas.

Um estudo sugeriu que pode ser até duas vezes mais transmissível e pode reinfectar 25-61% das pessoas que têm covid-19.

P.2, uma variante preocupante do Rio de Janeiro, também está se espalhando.

O choque da segunda onda está mudando o comportamento das pessoas.

Governadores e prefeitos agora estão endurecendo as restrições e as pessoas as obedecem mais.

A partir de 22 de março, o toque de recolher noturno na Bahia começa às 18h em vez de às 22h.

Os baianos reduziram recentemente pela metade a distância que viajam, segundo dados de telefones celulares. Isso está diminuindo a propagação do covid-19.

O Dr. Vilas-Boas estima que o número de casos ativos na Bahia caiu de 21.000 para 17.000. O número de pacientes à espera de leitos em UTIs caiu de 513 em 12 de março para 280 dez dias depois.

Este mês, o governo federal finalmente concordou em comprar a vacina da Pfizer e a vacina em dose única da Janssen.

Elas irão complementar as vacinas AstraZeneca e CoronaVac chinesa que já estão sendo administradas. O Brasil também iniciou a produção nacional.

A Fiocruz entregou suas primeiras doses caseiras de AstraZeneca; o Instituto Butantan de São Paulo começou a fazer o CoronaVac.

Cerca de 8% dos adultos tomaram a primeira dose. “Pela primeira vez”, diz a Sra. Pasternak, “estou esperançosa”.

Em 23 de março, quando o número de mortos diários atingiu o recorde de 3.158, Bolsonaro foi à televisão para se gabar do progresso da vacinação no Brasil.

No entanto, enquanto o distanciamento social for necessário, o presidente continuará sendo uma ameaça à saúde dos brasileiros. Ele entrou com ações no Supremo Tribunal Federal contra três estados, incluindo a Bahia, que reforçaram os bloqueios. Suas ações são ruins para o Brasil — e para o mundo.

Inscreva-se no meu canal e compartilhe no youtube, e também nas minhas redes sócias no Facebook e deixa seu comentário

Site: https://www.ceilandiaemalerta.com.br/

Site: https://jornaltaguacei.com.br/

Facebook: https://https://www.ceilandiaemalerta.com.br/

Facebook: https://www.facebook.com/jtaguacei/

Facebook: www.facebook.com/jeova.rodriguesneves

Twiter: https://twitter.com/JTaguacei

Instagram: www.instagram.com/ceilandiaemalerta  @ceilandiaemalerta

vídeos.https://www.youtube.com/channel/UCPu41zNOD5kPcExtbY8nIgg?view_as=subscriber